Porsche planeja cortar mais 5.000 empregos, diz m�dia alem�

Porsche planeja cortar mais 5.000 empregos, diz m�dia alem�

Em meio a relatos da mídia alemã sobre um novo corte de empregos na Porsche, um porta-voz da empresa informou nesta quarta-feira (22) que o conselho de supervisão da montadora aprovou a próxima rodada de medidas de reestruturação. O CEO Michael Leiters foi encarregado de reformular a subsidiária de carros esportivos da Volkswagen depois que ela passou de motor de lucros a caso de crise, atingida pelo colapso das vendas na China, problemas tarifários e erros custosos com veículos elétricos. A diretoria da Porsche planeja cortar outros 5.000 empregos, reportou a Manager Magazin no início desta quarta, citando fontes não identificadas. O jornal Bild informou que Leiters estava buscando entre 5.000 e 6.000 cortes de empregos até 2035. Um porta-voz da empresa se recusou a comentar o conteúdo do mais recente pacote de reestruturação negociado com representantes dos trabalhadores, dizendo apenas que o conselho apoiou a iniciativa. "Agora é hora de finalizar os últimos passos", disse o porta-voz em comunicado enviado por e-mail. Cerca de 3.900 demissões já haviam sido acordadas sob o antecessor de Leiters, Oliver Blume, que hoje atua apenas como CEO da Volkswagen após encerrar uma controversa liderança dupla na virada do ano. Blume também está encarregado de uma reestruturação radical em nível de grupo, tendo alertado que 100 mil empregos poderiam ser cortados em todo o Grupo Volkswagen em sua batalha para se tornar competitivo em custos, enquanto enfrenta pressão de concorrentes chineses e absorve bilhões em custos tarifários dos EUA. O pacote de reestruturação da Porsche deve ser apresentado aos trabalhadores na próxima segunda-feira (27). As demissões no Grupo Volkswagen vêm frequentemente com garantias para funcionários futuros ou compromissos de fábricas conquistados por sindicatos poderosos. Quaisquer compromissos desse tipo na Porsche podem se mostrar controversos, especialmente em um momento em que quatro fábricas alemãs pertencentes à VW e à marca premium do grupo, Audi, estão ameaçadas de fechamento na próxima década sob Blume. As margens da Porsche, há muito um dos negócios mais lucrativos do Grupo Volkswagen, despencaram nos últimos anos de confortáveis percentuais de dois dígitos para apenas 1,1% no ano passado. A estratégia de Leiters envolve um rigoroso aperto de cintos e uma linha de modelos mais enxuta, focando em modelos de alto padrão que impulsionam as margens, como o carro esportivo 911 e SUVs de luxo. Uma de suas primeiras medidas foi fechar três subsidiárias para se concentrar no negócio principal da Porsche, eliminando 500 empregos além dos 3.900 cortes já anunciados.

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