Petr�leo cai mais de 4% e volta a ficar abaixo de US$ 100 apesar de novas amea�as dos EUA

Petr�leo cai mais de 4% e volta a ficar abaixo de US$ 100 apesar de novas amea�as dos EUA

O preço do petróleo voltou a ficar abaixo de US$ 100 nesta sexta-feira (24) e chegou a cair mais de 4%, com o barril Brent, referência mundial, sendo negociado a US$ 96,41 (R$ 490,02), queda de 4,25%, por volta das 6h30 (horário de Brasília). A cotação havia atingido os três dígitos na quinta-feira (23), quando alcançou US$ 102, sendo o maior valor desde 22 de maio. O petróleo não alcançava a casa dos US$ 100 desde 26 de maio. A negociação desta sexta começou com o Brent atingindo US$ 101,16 (R$ 514,17), por volta da 0h15. Depois disso, o preço do petróleo passou a cair. Às 12h, o petróleo estava cotado a US$ 97,12 (R$ 493,63), desvalorização de 3,55%.O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, era negociado a US$ 89,56 (R$ 455,21), perda de 2,85% em relação ao dia anterior. A queda no preço do petróleo ocorre mesmo com a continuidade do conflito entre EUA e Irã, com novas ameaças feitas pelo presidente norte-americano, Donald Trump. "(Estou) considerando um ataque massivo. Maior do que nunca. Estou perto de tomar uma decisão. Estamos todos preparados para isso", afirmou o republicano em entrevista ao site Axios. A declaração foi uma resposta aos ataques promovidos pelos houthis, grupo ativista do Iêmen aliado ao Irã, contra navios da Arábia Saudita que navegavam pelo estreito de Bab al-Mandab, que conecta o Mar Vermelho ao golfo de Áden e ao Oceano Índico.A rota é uma alternativa usada pelos sauditas para escoar a produção de petróleo, já que o estreito de Hormuz continua bloqueado. Os ataques aumentam o estrangulamento para o transporte da commodity principalmente para a Ásia e a Europa. Na madrugada desta sexta, os militares dos EUA afirmaram ter concluída a 13ª noite consecutiva de ataques aéreos contra o Irã. "Essa escalada contínua é preocupante para os mercados", analisou Bill Campbell, gestor de portfólio da DoubleLine. "O petróleo está disparando em um momento em que as coisas estão muito mais precárias", comentou. Folha Mercado Receba no seu email o que de mais importante acontece na economia; aberta para não assinantes. Os houthis são um dos membros mais potentes do chamado eixo de resistência do Irã. Mas eles permaneceram em grande parte fora do conflito, exceto por disparar várias barragens de mísseis e drones contra Israel em março e início de abril. Há preocupações de que os houthis coordenem ofensivas com o regime iraniano para fechar Bab al-Mandab e pressionar os mercados de energia e o comércio global.

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