Executivo da Mubadala Capital deixar� empresa para criar fundo de US$ 500 milh�es

Executivo da Mubadala Capital deixar� empresa para criar fundo de US$ 500 milh�es

Financial Times O principal investidor em startups da Mubadala Capital está de saída para lançar seu próprio fundo de capital de risco, com foco na próxima geração de empreendedores que buscam reproduzir o sucesso de gigantes americanas como OpenAI, SpaceX e Waymo. Ibrahim Ajami, chefe da área de investimentos em empresas emergentes da divisão de capital privado do fundo soberano de Abu Dhabi, deixará o cargo no próximo ano para criar um novo grupo chamado Noha, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. Logotipo da Mubadala exibido na conferência MIITE ("Make it in the Emirates"), em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos - Amr Alfiky - 04.mai.26/Reuters A meta de captação para o primeiro fundo da Noha será de cerca de US$ 500 milhões (R$ 2,68 bilhões). A nova empresa receberia um aporte inicial de algumas centenas de milhões de dólares da Mubadala Capital e faria investimentos conjuntos com outros grupos de capital privado dos Emirados Árabes Unidos, segundo as fontes. A equipe inicial seria pequena e formada por profissionais que atualmente trabalham com Ajami em San Francisco, acrescentaram. As discussões continuam em andamento, e nenhuma decisão final de investimento foi tomada, disseram as fontes. A saída de Ajami da Mubadala Capital ocorre em um momento em que os Emirados Árabes Unidos intensificam os esforços para financiar grandes empresas de tecnologia. O executivo tem desempenhado papel central nas iniciativas do país para ampliar seus investimentos e sua influência no setor tecnológico dos Estados Unidos. C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisões Aos 51 anos, Ajami apoiou empresas como a fabricante de foguetes SpaceX, de Elon Musk, a companhia de veículos autônomos Waymo e a empresa de tecnologia financeira Stripe ao longo de duas décadas de carreira na Mubadala Capital. A Noha, palavra que significa sabedoria em árabe, terá como alvo empresas americanas em estágios iniciais de desenvolvimento. A proposta é oferecer acesso a capital, clientes e capacidade computacional dos Emirados Árabes Unidos, em um momento em que uma nova geração de startups busca repetir o crescimento expressivo dos laboratórios de inteligência artificial OpenAI e Anthropic, segundo pessoas familiarizadas com os planos. Cerca de 90% dos investimentos do grupo serão direcionados aos Estados Unidos. O restante será destinado a startups nos Emirados Árabes Unidos e em outros países, de acordo com uma das fontes. Os Emirados Árabes Unidos estão mobilizando seu vasto patrimônio soberano para se posicionar como uma terceira potência, atrás dos Estados Unidos e da China, na corrida pelo desenvolvimento da inteligência artificial. O país do Golfo está construindo uma ampla infraestrutura de IA e investiu pesadamente na OpenAI e na Anthropic, em uma tentativa de reduzir sua dependência econômica da energia. Investidores americanos também têm estreitado os laços com o emirado. O grupo americano de capital privado Apollo Global está comprando uma participação minoritária na Mubadala Capital, tornando-se o segundo acionista externo da empresa, depois da Silver Rock Financial, antigo escritório de gestão patrimonial da família de Michael Milken, conhecido como o "rei dos junk bonds", títulos de dívida de alto risco. A Mubadala Capital não quis comentar.

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