Datafolha: Onda de Fl�vio Bolsonaro se mant�m e desafia Lula j� no 1� turno

Datafolha: Onda de Fl�vio Bolsonaro se mant�m e desafia Lula j� no 1� turno

A campanha do primeiro turno chega ao fim com Lula (PT) segurando um empate técnico, mas pressionado pela dificuldade de ampliar seu eleitorado, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) experimenta seu melhor momento, chegando à boca da urna com uma curva ascendente de intenção de votos. A última pesquisa do Datafolha antes da votação voltou a mostrar sinais de estagnação no desempenho do presidente, o que indica que os frutos das medidas anunciadas pelo governo foram mais modestos do que a campanha petista gostaria. A ameaça de Flávio à candidatura de Lula chega a seu ponto mais agudo, com o bolsonarista surfando uma onda impulsionada principalmente pela classe média, por eleitores do Sudeste, pelos homens e pelos evangélicos. Pontos-chave O teto de Lula continua mais baixo do que em 2022 em segmentos ligados ao petismo. Flávio vive a onda mais forte da campanha, avançando de forma consistente entre homens, evangélicos e bolsonaristas nas últimas três pesquisas. Um empate técnico com uma fatia considerável de eleitores indecisos ainda mantém a disputa aberta. Lula entre os jovens 46% em 2026 53% em 2022 Flávio no 1º turno 44% entre os homens 35% entre as mulheres Indecisos - Espontânea 15% na baixa renda 14% entre as mulheres Não sabem o número 12% do total de eleitores 53% dos eleitores de Caiado O teto rebaixado de Lula Após ter experimentado na última pesquisa um aumento do apoio do eleitorado de baixa renda, Lula voltou a estacionar nesse segmento. O grupo tem sido a espinha dorsal do petismo nas últimas duas décadas, emprestando ao presidente uma cesta generosa de votos para ampliar sua distância sobre os adversários ou compensar resultados negativos em outros recortes. Um dos principais obstáculos da campanha de Lula nesta eleição foi a dificuldade de repetir, em alguns segmentos estratégicos, números que garantiram ao petista a maioria de votos na eleição passada. Entre eleitores com renda de até dois salários mínimos, Lula tem larga vantagem sobre Flávio Bolsonaro (50% a 32%), mas o petista ainda aparece sete pontos abaixo dos números que teve nesse grupo na última pesquisa do Datafolha em 2022. O déficit do presidente é o mesmo no segmento de eleitores mais jovens (16 a 24 anos), que deram apoio majoritário a sua candidatura há quatro anos. Lula conseguiu recuperar fôlego no Nordeste e chegou a um patamar próximo do resultado que teve em 2022. Por outro lado, nos populosos estados do Sudeste, o presidente tem seis pontos a menos do que na última campanha. O sprint de Flávio Bolsonaro Em cerca de dez dias, Flávio avançou de forma consistente em praticamente todos os grupos que o bolsonarismo considera mais sensíveis. Os números desenham um movimento consistente de acúmulo de apoio nesses segmentos, e ainda não houve sinais de que essa onda esteja prestes a quebrar. Considerando as últimas três pesquisas do primeiro turno, Flávio subiu de 39% para 44% entre os homens, um eleitorado que costuma desequilibrar o jogo para o bolsonarismo. No Sudeste, o avanço também foi de cinco pontos, de 37% para 42%. Na faixa média de renda, o salto foi de 40% para 47%. Entre os evangélicos, Flávio foi de 47% para 55% nas três leituras. A hipótese é que o caso Nossa Senhora pode ter provocado um efeito rebote, fidelizando a relação entre o grupo e o senador. As pesquisas ainda capturaram dois sinais de consolidação do eleitorado em torno de Flávio. O primeiro foi o crescimento das intenções de voto entre eleitores que se declaram bolsonaristas, de 80% para 86%. O segundo é o aumento do número de apoiadores que sabem o número do candidato (de 79% para 91%) em dez dias, uma tradicional marca de comprometimento do eleitor. Por que o cenário ainda pode mudar Por trás do empate técnico entre Lula e Flávio, a pesquisa ainda mostra um estoque de indecisão, que ainda pode mexer no resultado nas próximas horas. Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado não vê uma cartela de candidatos, 11% ainda não sabem dizer em quem vão votar. Além disso, 13% dos eleitores dizem que o voto pode mudar até domingo, com uma volatilidade ainda na faixa dos 40% entre aqueles que declaram apoio a Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) —e muitos não sabem o número desses candidatos.

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