TSMC busca op��es � China para obter terras raras, diz ag�ncia

TSMC busca op��es � China para obter terras raras, diz ag�ncia

Taipei (Taiwan) e Singapura | Reuters A fabricante de chips TSMC, de Taiwan, está avaliando alternativas a componentes de terras raras em equipamentos de fábrica, disseram três pessoas a par do assunto, com o objetivo de reduzir o risco de que os controles de exportação da China interrompam as operações nas unidades que produzem os chips mais avançados do mundo. A iniciativa ressalta como o domínio chinês sobre as terras raras se tornou uma vulnerabilidade para a indústria global de semicondutores depois que o país, no ano passado, submeteu a controles de exportação, com exigência de licenças, determinados materiais de terras raras, ímãs e tecnologias de processamento relacionadas. Logotipo da TSMC em evento anual da empresa - I-Hwa Cheng - 03.jun.25/AFP Ímãs de terras raras são comumente usados em motores que acionam peças móveis de equipamentos industriais, incluindo máquinas encontradas em fábricas altamente automatizadas, como as operadas pela TSMC. A escassez dessas peças especializadas poderia afetar a produção de chips para clientes das cadeias de suprimentos de smartphones, sistemas de IA, data centers e defesa. A TSMC, maior fabricante mundial de chips sob contrato, consultou fornecedores sobre o uso de motores sem terras raras em equipamentos de automação industrial, de acordo com três executivos do setor informados pela empresa sobre seus planos. Uma das pessoas afirmou que a iniciativa foi motivada por preocupações com possíveis interrupções no fornecimento proveniente da China.As discussões ainda estão em estágio inicial e não resultaram, até o momento, na adoção ampla de equipamentos sem terras raras, segundo duas das pessoas. A TSMC não quis comentar. PAÍSES TAMBÉM BUSCAM ALTERNATIVAS Os esforços da TSMC vêm na esteira de declarações dos Estados Unidos e de Taiwan de que começariam a buscar formas de reduzir sua dependência das cadeias chinesas de fornecimento de terras raras e minerais críticos. Em junho, Raymond F. Greene, diretor do Instituto Americano em Taiwan, a embaixada de fato de Washington em Taipei, afirmou que os Estados Unidos estão trabalhando com Taiwan e outros parceiros para desenvolver fontes alternativas de fornecimento, ampliar a capacidade de processamento e construir cadeias de suprimentos mais resilientes. C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisõesO ministro da Economia de Taiwan, Kung Ming-hsin, disse em fevereiro que o governo apoiaria o Instituto de Pesquisa de Tecnologia Industrial (ITRI), uma organização de pesquisa local, no desenvolvimento de tecnologias de terras raras, com planos de estabelecer, em até três anos, uma linha-piloto de produção que poderia atender a cerca de 50% da demanda interna da ilha. Autoridades norte-americanas demonstraram interesse especial no trabalho do ITRI e mantiveram conversas com o instituto sobre a diversificação das cadeias de fornecimento de minerais críticos, segundo uma pessoa de um centro de estudos sediado nos EUA e familiarizada com as discussões. O Departamento de Estado do país não respondeu de imediato a um pedido de comentário. Em comunicado, o ITRI afirmou estar trabalhando com o Departamento de Tecnologia Industrial do Ministério de Assuntos Econômicos de Taiwan no planejamento de um projeto de terras raras. O instituto não fez outros comentários.

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