A Triumph Thruxton 400 chega às concessionárias com preço sugerido de R$ 34.990 e estilo retrô. O valor competitivo em sua faixa de cilindrada se deve à parceria com a fabricante indiana Bajaj, que ajudou a marca inglesa a reduzir os custos de produção. Seu estilo se chama "cafe racer" e remete às corridas de rua promovidas na Inglaterra nos anos 1950. Os pilotos customizavam suas motos e percorriam trechos curtos partindo de lanchonetes localizadas à beira de rodovias. Eram os "rockers", que se vestiam com jaquetas de couro, jeans e botas. O desafio consistia em percorrer o trajeto estipulado e retornar ao restaurante antes que uma música terminasse na jukebox. Locais icônicos dessa cultura, como o Ace Cafe, em Londres, continuam ativos até hoje. O cinema também ajudou a popularizar a marca no cinema, com modelos pilotados por Marlon Brando em O Selvagem (1953) e por Steve McQueen em Fuga do Inferno (1963), além do impacto visual de suas motocicletas em Mad Max (1979). Toda essa cultura impulsionou a Triumph globalmente, e é por isso que a marca vem mantendo a oferta de modelos que preservam a história. Mas há evoluções técnicas, como o câmbio de seis marchas associado a uma embreagem assistida e deslizante usado na Thruxton 400. Esse conjunto evita o travamento da roda traseira em reduções bruscas de velocidade. O motor monocilíndrico da cafe racer atual é compartilhado com outros modelos de diferentes estilos da marca, o que facilita a manutenção. Com refrigeração líquida, chega a uma potência de 42 cv a 9.000 rpm (rotações por minuto). A estética é o grande diferencial da Thruxton 400. A pequena cúpula frontal que remete às motos de competição das décadas de 1950 e 1960 reduz o arrasto aerodinâmico, enquanto a rabeta completa o visual retrô. O modelo é equipado com uma capa plástica em formato de ogiva, que pode ser removida para dar lugar ao garupa. Em vez de guidões convencionais, altos e retos, a moto da Triumph adota semiguidões de encaixe. São posicionados mais abaixo, e, juntamente com as pedaleiras recuadas, proporcionam uma postura de pilotagem esportiva, mais inclinada à frente. Contudo, a solução pode gerar cansaço nos pulsos durante o uso diário no trânsito. Com tanque de combustível de 13 litros e peso em ordem de marcha de 176 quilos, a Thruxton 400 se mostra leve e ágil no uso urbano. Entretanto, os espelhos retrovisores do tipo ponta de guidão atrapalham ao passar entre os carros. A proposta da motocicleta é melhor aproveitada em estradas sinuosas. O modelo vem equipado com garfos invertidos da japonesa Showa com 135 mm de curso na dianteira. Na traseira, há amortecedor único a gás com ajuste de pré-carga. As pinças dos freios a disco com ABS (sistema que evita o travamento da roda em frenagens de emergência) são da marca ByBre. As rodas de liga leve aro 17 são calçadas com pneus esportivos e sem câmara modelo Diablo Rosso III, da italiana Pirelli. Como em toda Triumph, e diferentemente da maioria das marcas, a transmissão via corrente fica do lado direito da motocicleta. Apesar da roupagem clássica, a Thruxton traz tecnologia embarcada, como controle de tração desligável, acelerador eletrônico, chave antifurto, porta USB e painel de instrumentos que mistura velocímetro analógico tradicional com uma tela digital. A iluminação é completa em LED. Disponível nas cores branca, preta, amarela e vermelha e com dois anos de garantia, a Thruxton 400 se posiciona em um nicho restrito de mercado, tendo como principais concorrentes a Zontes GK 350 (R$ 33.720) e a Royal Enfield Continental GT 650 (R$ 32.990). Fundada em 1884 como fabricante de bicicletas antes de lançar sua primeira moto, em 1902, a Triumph soma mais de 120 anos de história contínua.
Triumph Thruxton 400 chega ao Brasil com estilo retr� e desempenho esportivo
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