Pussycat Dolls faz show para p�blico nost�lgico e traz ao palco escola de samba

Pussycat Dolls faz show para p�blico nost�lgico e traz ao palco escola de samba

Duas décadas após a formação, e entre idas e vindas de uma reunião, o The Pussycat Dolls fez seu primeiro show no Brasil, nesta sexta (30). Elas compensaram o tempo com acenos especiais ao país durante a apresentação, o que incluiu figurinos nas cores da bandeira brasileira, frases em português e uma escola de samba com rainhas de bateria no palco. O grupo feminino que dominou as paradas nos anos 2000 se apresentou para metade da capacidade do Nubank Parque, em São Paulo. Elas cantaram e dançaram para fãs nostálgicos, que nunca tiveram a chance de ver por aqui o grupo, separado em 2009. Mas as Dolls vieram com apenas três das seis integrantes: Nicole Scherzinger, Ashley Roberts e Kimberly Wyatt. O PCD, como também são chamadas, tinha anunciado uma reunião com cinco integrantes –sem a cantora Melody Thornton– e uma turnê mundial com três passagens no Brasil, em 2020. O retorno celebrado, porém, foi cancelado devido à pandemia de Covid. Na ocasião, lançaram "React", primeiro single em 11 anos. Como esquenta para a turnê que saiu do papel, "PCD Forever", lançaram outro single, "Club Song", como trio. "Não traga seu namorado para o clube", cantam elas no início da música. Os dois singles se somaram aos sucessos que formam os álbuns "PCD" (2005) e "Doll Domination" (2008) –como "Buttons", "Don’t Cha", "I Hate this Part" e "Stickwitu"-- para compor a setlist desta sexta-feira, que destacou ainda músicas da carreira solo de Nicole Scherzinger. O trio subiu ao palco com meia hora de atraso, vestindo calças e jaquetas largas nas cores da bandeira do Brasil. Depois de celebrar a reunião e a "redefinição" do Pussycat Dolls com frases e fotos delas quando crianças nos telões, cantaram o hit "When I Grow Up", acompanhadas de meia dúzia de dançarinos. Minutos depois, arrancaram as roupas folgadas para dar lugar a collants transparentes, que cobriam apenas as principais partes do corpo com muito brilho. Fizeram milhares na plateia, formada sobretudo por millennials, gritar que não precisam de um homem em "I Don’t Need a Man". Num dos pontos altos da apresentação, levaram uma dúzia de fãs para dançar "Buttons", que representaram bem a missão. Em "Don’t Cha", que encerrou a noite, levaram instrumentistas de uma escola de samba e rainhas de bateria dançaram no palco com elas. O trio, hoje na faixa dos 40, exibiu os elementos que tornaram o Pussycat Dolls popular: as performances sexy e as músicas acompanhadas por coreografias em cima de salto alto, com muito rebolado, espacates e bateção de cabelo. Elas dançaram em cima da mesa, de cadeiras, fizeram quatro trocas de figurinos, sempre justíssimos e mínimos. A formação atual, por outro lado, dá ainda mais a impressão de "Nicole Scherzinger e dançarinas". É ela que comanda os vocais. Ashley e Kimberly se dedicam à dança e surgem como backing vocal pontualmente. Cada uma ganha uma performance solo. Nicole, que ganha minutos a mais, apresentou a música que lhe rendeu um Tony pela peça "Sunset Boulevard". Mais recentemente, ela se reinventou como atriz de teatro musical. Com o fim do grupo, ela se dedicou à carreira solo e teve longos períodos como jurada dos programas The X Factor e The Masked Singer. O The Pussycat Dolls surgiu inicialmente em 1995, como um grupo de dança burlesca, fundado pela coreógrafa Robin Antin –que fez uma participação especial e subiu ao palco. Elas conseguiram chegar ao estrelato com a adição de Scherzinger, em 2003, que se tornou a vocalista principal. A formação que se popularizou nos anos 2000 era composta, além de Scherzinger, por Ashley Roberts, Carmit Bachar, Jessica Sutta, Kimberly Wyatt e Melody Thornton. As Dolls fizeram grande sucesso comercial, com faixas dominando as rádios e canais de TV de música ao redor do mundo. Em 2010, veio o anúncio definitivo da separação, após saídas de integrantes e brigas internas. Anos depois, a fundadora chegou a processar Nicole Scherzinger, alegando quebra de contrato. O Pussycat Dolls retorna num momento em que o público também sente falta de grupos femininos do pop –que teve nomes populares como Spice Girls, Destiny’s Child e, das últimas gerações, Little Mix e Fifth Harmony, todos descontinuados. Esse espaço vazio é hoje preenchido por formações que saíram da indústria do k-pop: Blackpink e Katseye. Estas últimas têm adotado uma estética que remete ao PCD, com figurinos mínimos e coreografias recheadas de rebolados.

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