A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) diz que o ministro Flávio Dino tenta criar uma "cortina de fumaça" ao pedir que o seu colega André Mendonça seja investigado por ter votado de acordo com interesses dos cemitérios privados de São Paulo. Em decisão nesta terça-feira (15), Dino justificou o seu pedido de apuração baseado na ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 1.196, que discute a prestação dos serviços funerários, cemiteriais e de cremação na capital paulista. Em sua decisão, Dino cita que Alexandre Almeida Mendonça, irmão de André Mendonça, foi contratado por Nunes, em 2024, e "promovido" a secretário-executivo da SP Regula, agência que fiscaliza os serviços públicos concedidos pelo município, em maio deste ano. Para a gestão Nunes, Dino cria narrativas políticas a partir de contratações legais. "Causa estranheza o direcionamento de suspeitas à administração municipal justamente em um momento de graves questionamentos envolvendo o Supremo Tribunal Federal, produzindo uma cortina de fumaça que desvia o foco do debate público", diz a prefeitura. A prefeitura diz que "contratações regulares" estão "sendo utilizadas para construir narrativas políticas sem respaldo nos fatos". Alexandre, de acordo com a gestão Nunes, ingressou na SP Regula após um processo de seleção em 2024 que avaliou currículos, histórico de experiências e entrevistas. Segundo o portal Transparência da prefeitura, ele recebeu R$ 24.687,80 em agosto. A gestão diz que Alexandre apenas mudou de função, que tem o mesmo nível hierárquico. Para justificar o seu pedido de investigação sobre Mendonça, Dino também cita que a gestão Nunes é cliente do Instituto Iter, fundado por Mendonça e que negocia cursos com autoridades e gestores públicos. O Painel já mostrou que a prefeitura desembolsou em um desses cursos R$ 183 mil para 32 servidores da GCM (Guarda Civil Metropolitana). A contratação foi feita pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana com inexigibilidade de licitação. A gestão municipal afirmou, ainda, que a contratação do Iter "ocorreu após a análise de outras instituições e seguiu estritamente a Lei de Licitações, que autoriza a inexigibilidade de licitação para serviços técnicos especializados de treinamento e aperfeiçoamento de pessoal". O Painel não obteve contato com o irmão do ministro André Mendonça. LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
Prefeitura de SP diz que Dino faz 'cortina de fuma�a' ao citar cargo de irm�o de Mendon�a
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