'O STF n�o est� perdido', diz leitor sobre ministra C�rmen L�cia

'O STF n�o est� perdido', diz leitor sobre ministra C�rmen L�cia

Elogios em meio à crise "Cármen Lúcia é vista como ‘voz sensata’ do STF nas redes, que reprovam maioria dos ministros" (Mônica Bergamo, 16/9). O STF não está perdido. Cármen Lúcia demonstrou lúcida racionalidade jurídica e autêntico senso patriótico e democrático ao comentar o imbróglio que vivem alguns ministros. Como ela, também deveríamos nos responsabilizar e desculpar pela atual crise nos Poderes. Enquanto nos importarmos, nem tudo estará perdido. Luís F. S. Barbosa (Bauru, SP) Tenho ressalvas à aprovação. A ministra ficou inerte durante os embates no plenário. Pediu desculpas, se disse desvalorizada e seguiu Fachin. Seu isentismo e inércia não me agradam. Lamento sua falta de posicionamento. Maria J. Persevalli (São Paulo, SP) STF em debate "Supremo rachado ruma à desmoralização" (Editorial, 15/9). O Supremo já está desmoralizado. Depois do espetáculo insólito para impedir que se instaure um julgamento de Alexandre de Moraes (meu antigo professor, que para mim já demonstrava vocação ditatorial diante de divergências nas aulas de Direito Constitucional), concluo que votarei na oposição nas eleições. Isso após duas décadas votando no PT. Permitir que Lula indique ministros como Dino e Zanin, a meu ver, seria o fim da democracia. Talvez Moraes esteja fazendo uma jogada de mestre e convertendo esquerdistas. Se era o plano, professor, parabéns. Luiza Berthoud (Natal, RN) O editorial centra sua análise na figura do ministro Alexandre de Moraes, que tem muito a explicar e até o momento não o fez, mas não dedica uma linha à conduta de André Mendonça, que esperou meses para pedir uma investigação sobre o colega. Qual é o motivo da demora? Por que agir próximo das eleições? E mais: por que não incluir outros citados? Estela Najberg (Goiânia, GO) Fica evidente que outros ministros mantiveram relações com Daniel Vorcaro ("Supremo precisa investigar Moraes", Editorial, 14/9). É hipócrita uma condenação isolada de Alexandre de Moraes: todos deveriam ser afastados para preservar o STF. Jonas Nunes dos Santos (Juiz de Fora, MG) Em jogo nas eleições "Juízas enviam flores e carta a Cármen Lúcia por crise no STF: ‘A senhora não está sozinha’" (Mônica Bergamo, 16/9). Temo que a crise no STF leve à vitória da extrema direita, o bolsonarismo. Se conseguirem maioria também no Senado, aprovariam o impeachment de ministros da corte. Com todos os Poderes nas mãos, poderiam fazer qualquer coisa. Seria uma ditadura constitucional. Julio Oliveira (Jales, SP) Não creio que afete a decisão dos eleitores de Lula que não são apaixonados e estão cientes de que a vida sem democracia é insuportável ("Torcida petista por Moraes custará a eleição de Lula", Mariliz Pereira Jorge, 15/9). A torcida é para a democracia, com a exposição dos envolvidos com Vorcaro. Maria Eloisa Montero Miguez (São Bernardo do Campo, SP) Economia "iFood anuncia R$ 24 bi em investimentos e amplia aposta no Brasil até 2027" (C-Level, 16/9). E ainda dizem que o Brasil está quebrando. Hugo Machado (Belém, PA) Parte do dinheiro deveria ir para o SUS, obrigado a fazer inúmeras cirurgias de motoqueiros acidentados por causa do modelo de negócios que os força a trabalhar de forma ininterrupta e a olhar o celular ao pilotar. Tecnofeudalismo. Abaixo a plataformização da economia! André Porto (Rio de Janeiro, RJ) Legal, mas não uso. Prefiro ir ao estabelecimento e não alimentar uma máquina de moer gente. Jean Menecucci (Taubaté, SP) Luta incansável "Mortes: Amelinha Teles lutou contra a ditadura militar e nunca optou pelo silêncio" (Cotidiano, 15/9). Amelinha é um exemplo na luta pelos direitos das mulheres e os direitos humanos. Renata do Vale Elias (Guaxupé, MG) Meus sentimentos. É uma dor sem fim para a sociedade de bem, que jamais defende a tortura. Amelinha é uma gigante mulher, que lutou contra a ditadura, contra poderosos, e nunca se calou ou omitiu. Tristeza. Gratidão por pavimentar a democracia! Anibal Carrion (Santos, SP) Desjejum "‘Por que chamamos a 1ª refeição de café da manhã (mesmo sem tomar a bebida)?" (Café na Prensa, 16/9). Reportagem gostosa de ler, assim como é tomar um bom café da manhã. O meu preferido é de hotel: tem de tudo e não precisamos fazer nem lavar a louça. E também dá para perceber as diferenças de acordo com o local em que se está. Há uns 30 anos, comi minha primeira tapioca em um hotel do Nordeste. Rafael Flávio Montanari Leme (Campinas, SP) Será possível reduzir a região Sul do país ao café colonial —algo com apelo turístico, que ninguém consome no seu cotidiano por aqui? Força a barra estereotipar a região para encaixar na comparação com as demais, como faz o texto. Pergunto-me se a descrição das outras partes do país não sofreu a mesma simplificação estereotipada. Eduardo Melo (Porto Alegre, RS)

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