O prompt morreu: agora s�o 'loops' e 'graphs'

O prompt morreu: agora s�o 'loops' e 'graphs'

Desde que a inteligência artificial generativa se disseminou em 2023, a ideia de "prompt" foi central: escrever instruções claras para que os modelos de IA executem tarefas de forma precisa. Usar bem a IA seria um trabalho de escrita de bons "prompts". A profissão do futuro seria o "engenheiro de prompts". Só que não mais. Quem usa IA de forma avançada já notou que o prompt morreu em importância. Ele ainda existe, mas é um detalhe diminuto perto dos modos como a IA vem sendo usada na fronteira nos últimos meses. Essa evolução pode ser conceituada em quatro fases evolutivas. A primeira é a IA "respondedora", em que o usuário pergunta algo e IA responde. É a IA de 2023 a 2024. Que a partir de 2025 foi sendo sucedida pela IA agêntica. Em vez de perguntas e respostas, o importante passou a ser a definição de objetivos: o usuário diz o que a IA precisa fazer e os agentes se organizam (fazendo inclusive seus próprios prompts) para chegar ao resultado. O papel do trabalho humano se torna supervisionar esses agentes, como um maestro supervisiona os músicos de uma orquestra. Só que em 2026 já surgiram duas outras formas de usar a IA na fronteira: os chamados loops ("laços") e os graphs ("gráficos"). Em ambas, a importância tanto dos prompts como de cada agente é remota. O que importa é o conjunto e como ele se organiza. Um loop é um trabalho feito por orquestras de agentes que vão aprendendo e se reorganizando a cada ciclo. O trabalho com IA seria agora a "engenharia de loops". Como falou o programador Peter Steinberger: "você não deve mais escrever prompts. Deve desenhar loops que, por sua vez, vão escrever prompts para seus agentes". Uma parte essencial desse desenho de loops é, inclusive, dizer quando eles devem parar. Até para prevenir o que aconteceu, por exemplo, com os agentes que fizeram o ataque hacker à Hugging Face de forma autônoma. Por fim, o graph é o conjunto de loops que interagem ente si, formando um gráfico completo de interações mútuas. É como se fosse uma orquestra de orquestras. E o papel humano é se tornar o maestro do conjunto de maestros e suas respectivas orquestras. Do momento em que o conceito de loops se popularizou para o momento em que ele foi sucedido pela ideia de graphs foram 41 dias. Há quem diga que os próprios loops já morreram. O que gerou memes e críticas à velocidade em que as mudanças estão ocorrendo nos modelos e no uso da IA. O que acho disso tudo? Primeiro, esses conceitos são máquinas de consumir e vender tokens. Servem para engordar de forma exponencial o bolso das empresas de IA fechadas, além de fabricantes de chips. O segundo ponto é que estamos vivendo de fato uma aceleração pantagruélica, que faz lembrar a frase de McLuhan: os novos meios ingerem os velhos. Assim como a TV ingeriu o teatro, a música e a literatura (e a IA ingeriu a internet), a inteligência artificial está agora ingerindo a si mesma, em uma velocidade sem precedentes. Isso funcionará como uma usina de desigualdades, além de um fenômeno que será insuportável para a maioria das pessoas. Reader Já era Importância dos prompts no uso da IA Já é Importância dos loops no uso da IA Já vem Importância dos graphs no uso da IA LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

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