Nvidia negocia aquisi��o da startup americana de modelos abertos Reflection AI

Nvidia negocia aquisi��o da startup americana de modelos abertos Reflection AI

São Francisco (Califórnia), Nova York e Londres |Financial Times A Nvidia está negociando a aquisição da startup americana Reflection AI, desenvolvedora de modelos de pesos abertos que o governo do presidente Donald Trump espera que rivalize com alternativas chinesas baratas, ou a ampliação de seu investimento na empresa, segundo pessoas com conhecimento direto do assunto. As conversas estão em estágio inicial, e um acordo pode assumir diferentes formatos, incluindo uma operação conhecida como "acqui-hire", na qual a Nvidia contrataria funcionários e licenciaria tecnologia sem passar pela prolongada análise regulatória associada a uma aquisição integral, acrescentaram as fontes. CEO da Nvidia, Jensen Huang (à esquerda), ao receber a Medalha Nacional de Ciência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, em 8 de outubro de 2026 - Evan Vucci/REUTERS A Nvidia, que já é uma das maiores acionistas da Reflection, também pode optar por estreitar seus vínculos com a startup por meio de um novo aporte de capital ou de um acordo para lhe fornecer mais chips e capacidade computacional. Um acordo entre as duas empresas pode ser fechado nas próximas semanas, segundo várias pessoas a par do assunto, embora elas tenham alertado que as negociações podem fracassar. Não foi possível determinar os termos em discussão, mas a Reflection foi avaliada pela última vez em US$ 25 bilhões (quase R$ 125 bilhões), em uma rodada de financiamento realizada em março. Reflection e Nvidia não quiseram comentar. As operações de "acqui-hire" tornaram-se cada vez mais populares entre as gigantes de tecnologia que buscam evitar o escrutínio antitruste sobre negócios no setor de IA. A Nvidia adotou um formato semelhante com a projetista de chips Groq, em um acordo de US$ 20 bilhões (R$ 100 bilhões) fechado em dezembro. Nesta semana, o negócio motivou um processo movido por funcionários da Groq que se sentiram prejudicados. A Nvidia, empresa mais valiosa do mundo, vem promovendo uma onda de investimentos nos últimos dois anos, numa tentativa de fortalecer a economia da IA e consolidar sua posição no centro desse mercado. A companhia já possui uma família de modelos de IA de pesos abertos conhecida como Nemotron, mas não dispõe de um modelo próprio na fronteira tecnológica e em grande escala. Nos últimos meses, a empresa tem se concentrado cada vez mais em fomentar um mercado para modelos de pesos abertos, que os usuários podem personalizar e executar em seu próprio hardware. Para as empresas, eles podem ser muito mais baratos de operar do que as versões mais avançadas do ChatGPT, da OpenAI, ou do Claude, da Anthropic. Em julho, Jensen Huang, diretor-presidente da Nvidia, liderou o setor ao defender a criação de um "ecossistema" nacional de pesos abertos, que, segundo ele, seria essencial para "criar oportunidades de inovação e prosperidade em todo o país". Em setembro, a empresa avaliada em US$ 5,5 trilhões (R$ 27,45 trilhões) concordou em adquirir por US$ 13 bilhões (R$ 65 bilhões) a Hugging Face, um repositório de milhões de modelos e conjuntos de dados. A Nvidia injetou dezenas de bilhões de dólares em grandes laboratórios de IA, entre eles a OpenAI, em empresas de "neocloud", como a Nebius, e em uma série de grupos menores. Isso, por sua vez, gerou demanda adicional por seus chips, que continuam sendo um recurso crucial para empresas que desenvolvem ou operam modelos de IA. C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisões A Reflection é considerada um ativo de importância estratégica para os Estados Unidos em sua corrida pela IA contra rivais chineses como a DeepSeek. Nesta semana, a empresa apresentou seu primeiro produto público e personalizável de IA, que funciona com chips da Nvidia. A Reflection afirma que o modelo está no mesmo nível do GLM-5.2, da Z.ai, um dos principais concorrentes chineses. Os fundadores do grupo, Misha Laskin e Ioannis Antonoglou, trabalharam anteriormente no Gemini, modelo de IA do Google. A Nvidia já investiu US$ 800 milhões (R$ 4 bilhões) na Reflection, que também conta com o apoio de empresas de capital de risco como Sequoia Capital, Disruptive e 1789 Capital, da qual Donald Trump Jr., filho de Trump, é sócio. A Reflection firmou parcerias com o Pentágono e o Departamento de Energia, além de acordos para desenvolver modelos de IA destinados a aliados dos Estados Unidos, como a Coreia do Sul.

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