O governo Lula (PT) se divide em relação à edição de uma Medida Provisória para restringir as bets. De um lado, o presidente e a Secretaria de Comunicação (Secom) defendem que o texto proíba as apostas online. De outro, o Ministério da Fazenda resiste e diz que com isso deixaria de arrecadar cerca de R$ 12 bilhões. O presidente tem dito que vai tomar uma medida drástica contra as empresas de apostas on-line. A medida faz parte da ofensiva promovida pelo governo para recuperar popularidade, com anúncios de medidas populistas às vésperas da eleição. A comunicação do governo, comandada por Sidônio Palmeira, entende que a medida mais gravosa é necessária para garantir apoio junto ao eleitor. A equipe econômica diz que, se houver a proibição, o governo terá que encontrar outra forma de arrecadação para compensar a perda. O governo já vai precisar fazer ajustes no Orçamento de 2027 após aumentar o Bolsa Família. O custo será de R$ 22,7 bilhões. Em meio ao embate interno, uma alternativa colocada na mesa é proibir apenas os cassinos online, como os jogos do tigrinho, e restringir a publicidade dos sites de apostas. A menos de 20 dias do pleito, o Palácio do Planalto tem sofrido pressão. De um lado, os bancos, o comércio, a indústria e médicos defendem a proibição. Esta, inclusive, é a proposta com mais força no momento. De outro lado, times emitiram uma nota repudiando eventuais mudanças no mercado e falaram até em "fim do futebol brasileiro". LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.
MP de Lula para restringir bets divide Planalto e Fazenda
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