Monotrilho da linha 17-ouro tem pane no 1� dia de hor�rio de pico e passageiros descem do trem

Monotrilho da linha 17-ouro tem pane no 1� dia de hor�rio de pico e passageiros descem do trem

Passageiros tiveram que descer de um dos trens da linha 17-ouro do metrô de São Paulo no começo da noite desta quarta-feira (30), primeiro dia de operação em horário de pico do monotrilho da zona sul de São Paulo. Segundo o Metrô, um dos trens apresentou uma falha de tração na estação Chucri Zaidan, às 18h43 desta quarta-feira. Os vagões estavam cheios. A operação voltou à normalidade seis minutos depois quando já havia começado o processo de esvaziamento. A causa da pane não foi informada, mas o problema seria peso, segundo funcionários. "A composição foi restabelecida e conseguiu prosseguir viagem", diz a empresa. Desde a inauguração da linha, no fim de março, essa foi a primeira vez que o monotrilho circula com passageiros no horário de pico. Nesta quarta ele passou a funcionar das 6h às 22h, de segunda a sábado. Como continua em período de testes, não há cobrança de passagens. O ramal, que faz a ligação ao aeroporto de Congonhas, tem conexão com as linhas 5-lilás e 9-esmeralda do metrô e do trem metropolitano de São Paulo, respectivamente. Também foi a primeira vez que a linha 17 circulou com passageiros no sistema carrossel —até então, quando o funcionamento era das 9h às 16h, um único trem ia e voltava pelo mesmo trilho. Agora são cinco trens entre as estações Morumbi e Congonhas. A previsão é que em ritmo normal, ainda na fase de testes, o tempo de espera para embarque caia de 18 minutos para 9 minutos. Um sexto trem faz a ligação entre as estações Washington Luís e Brooklin, em sistema de ida e volta. Ou seja, o passageiro que sair da Washington Luís, por enquanto, precisará fazer baldeação. Quando todas as composições estiverem rodando, a linha ficará completamente conectada em sistema de carrossel. Ao todo a linha 17-ouro conta com 14 trens fabricados na China pela BYD. O último foi entregue em agosto. Na inauguração em março, o governo paulista afirmou que a operação plena, com cobrança de tarifa, começaria em outubro, o que, por enquanto, não está previsto. Por enquanto, o ramal não vai funcionar no mesmo horário do aeroporto de Congonhas, que tem sua última operação de voos às 23h. Um dos motivos, segundo o gerente de operações do Metrô, Milton Pinto da Silva Júnior, é que a empresa precisa de uma janela de horário para manutenção e outros testes —esse é o mesmo motivo para os trens não rodarem aos domingos. O Metrô testa há duas semanas o sistema de carrossel com horário ampliado, mas com composições vazias. A mudança ocorre porque a fabricante assinou a autorização para os trens rodarem com passageiros na segunda-feira (28). Nessa fase, serão analisados o desempenho dos sistemas, dos equipamentos de via e manobra e da infraestrutura. Segundo o gerente de operações, com o horário estendido será possível avaliar a real demanda pela linha. Em quase seis meses de funcionamento, o ramal transportou mais de 500 mil pessoas, fez cerca de 8.000 viagens e percorreu aproximadamente 28 mil km. A média até a última segunda-feira era de 5.157 usuários transportados por dia.

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