For�as Armadas dos EUA confirmam que guerra no Ir� leva a escassez de muni��es

For�as Armadas dos EUA confirmam que guerra no Ir� leva a escassez de muni��es

Os Estados Unidos enfrentam uma escassez de munições em decorrência da guerra no Irã, confirmou na segunda-feira (14) o inspetor-geral do Departamento de Defesa, em contraste com as afirmações do presidente Donald Trump de que os estoques são amplos. Em um relatório obrigatório e inédito apresentado ao Congresso, o inspetor afirmou que, de 28 de fevereiro a 30 de junho, a chamada Operação Fúria Épica, no Irã, teve um custo estimado de US$ 33,4 bilhões (cerca de R$ 172,7 bilhões), incluindo US$ 22,3 bilhões (R$ 115,3 bilhões) gastos com munições utilizadas. Os gastos com munições "provocaram déficits nos estoques estratégicos e revelaram gargalos na base industrial para a reposição de munições", afirmou o relatório. Operação Fúria Épica é o nome dado pelos Estados Unidos à campanha conjunta com Israel para "destruir a capacidade do Irã de projetar poder militar", segundo o Centcom (Comando Central dos Estados Unidos). Para enfrentar a escassez e os atrasos, o Pentágono está "trabalhando para simplificar os processos de aquisição e os prazos de produção, além de formar estoques de materiais essenciais, componentes e determinadas munições", afirmou também o relatório. O documento observou, porém, que a ampliação da capacidade produtiva exige "um prazo considerável". A escassez provavelmente causará preocupação entre governos como os da Ucrânia e de Taiwan, que dependem da compra de armamentos dos Estados Unidos para combater ou dissuadir vizinhos hostis muito maiores. A Ucrânia precisa urgentemente de mais mísseis interceptadores para os sistemas de defesa aérea Patriot, de fabricação americana, em sua guerra contra a Rússia, enquanto Taiwan depende de acordos de venda de armas com Washington para se proteger da China, que reivindica como seu território a ilha autogovernada. Trump tem minimizado repetidamente as preocupações com o esgotamento dos estoques de armas ao longo dos seis meses de guerra no Oriente Médio, afirmando recentemente que os Estados Unidos têm munição "praticamente ilimitada". Na segunda-feira, ele publicou em sua plataforma Truth Social que os Estados Unidos estão produzindo "mais armas requintadas e de elite do que em qualquer outro momento de nossa história". A CNN havia noticiado anteriormente que a escassez de mísseis guiados de longo alcance e de interceptadores de defesa aérea havia afetado a estratégia de Trump no conflito com o Irã e que as Forças Armadas americanas haviam "praticamente esgotado 80%" de seu estoque de interceptadores THAAD (Terminal High Altitude Area Defense). Nas primeiras 24 horas da guerra contra o Irã, os Estados Unidos atingiram mais de mil alvos, segundo o Centcom, e não voltaram a realizar ataques dessa magnitude nos últimos meses. O relatório identificou perdas na frota americana, incluindo quatro caças F-15 destruídos, um caça F-35 danificado, sete aviões-tanque KC-135 danificados e até 30 drones MQ-9 Reaper destruídos. Também confirmou que o principal centro logístico da Marinha dos Estados Unidos na região, localizado no Bahrein, foi alvo de ataques iranianos com drones e mísseis balísticos. Lá Fora Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo Centenas de edifícios e estruturas em bases americanas no Kuwait, Bahrein, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Iraque, Omã e Jordânia foram danificados ou destruídos por ataques iranianos durante o conflito. O relatório não inclui esses custos em suas estimativas, afirmando que ainda não está claro se todas as bases serão reconstruídas nem quem arcará com a conta. Até 30 de junho, sete militares americanos haviam morrido em combate e outros sete em ocorrências não relacionadas a ações hostis durante as operações de combate da Operação Fúria Épica, afirmou o relatório. Outros 417 militares ficaram feridos em combate. Os Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra contra o Irã em 28 de fevereiro. Há décadas, potências ocidentais acusam a república islâmica de tentar obter armas nucleares, o que Teerã nega.

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