Nova York |Financial Times A família Newhouse descartou a venda da Condé Nast, rejeitando especulações de longa data sobre o futuro controle da editora enquanto inicia a busca por um novo presidente-executivo após a saída abrupta de Roger Lynch. Steven Newhouse, presidente da Advance, holding da família, respondeu categoricamente "não" quando questionado pelo Financial Times se a família consideraria vender a Condé Nast, dona de revistas como Vogue, The New Yorker e Vanity Fair. Steven Newhouse e Gina Sanders chegam à festa do Oscar da Vanity Fair após a 97ª edição do Oscar - Danny Moloshok - 02.mar.25/Reuters O site Puck News publicou em maio sobre especulações de longa data nos círculos da moda de que Jeff Bezos, fundador da Amazon, poderia comprar a Condé Nast, embora tenha afirmado que os rumores não tinham fundamento concreto. Newhouse disse que sua família considera a Condé Nast um investimento empresarial, e não um ativo de prestígio. "Talvez, para uma certa categoria de proprietários que não são do setor de mídia, haja um certo prestígio em possuir veículos de comunicação", afirmou. "Mas somos donos de empresas de mídia há 100 anos. Portanto, não estamos nisso pelo glamour." As declarações ocorrem em um momento de mudança para a Condé Nast, após Lynch, contratado pela família bilionária Newhouse em 2019 para recuperar a editora, concordar na semana passada em deixar o cargo para assumir como presidente-executivo da fabricante de brinquedos Mattel. Lynch passou sete anos reformulando a Condé Nast, unificando as operações que antes eram separadas entre Estados Unidos e outros países, cortando postos de trabalho e concentrando recursos nas maiores marcas da empresa. C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisõesNewhouse afirmou que Lynch está deixando a companhia em uma situação "muito, muito melhor" do que a encontrada por ele, e descreveu a criação de uma empresa global como sua maior realização. Lynch disse ao Financial Times no início deste ano que a receita em 2025 havia voltado aproximadamente aos níveis de 2021, quando foi estimada em quase US$ 2 bilhões (R$ 9,96 bilhões). Ele acrescentou que a empresa estava "muito mais lucrativa agora". A reestruturação foi acompanhada por sucessivas rodadas de demissões e insatisfação entre os funcionários. Questionado se algo havia sido perdido à medida que a Condé Nast se tornou mais disciplinada financeiramente, Newhouse respondeu: "Eu simplesmente não vejo dessa forma". "Os desafios enfrentados pela publicidade impressa nos obrigaram a fazer escolhas", afirmou. Ele também citou "as empresas de tecnologia monopolistas... roubando nosso conteúdo" e a perda do lucrativo negócio da Condé Nast na Rússia. Newhouse disse que Lynch informou na última segunda-feira (5) que pretendia deixar a empresa e que o conselho da Condé Nast ainda não havia discutido o que procuraria em seu sucessor. C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisões"Roger me garantiu, e eu acredito nisso, que não estava procurando nada, mas isso surgiu para ele", disse Newhouse. "Então, agora estamos todos... de certa forma, nos reorganizando." Mike Perlis, integrante de longa data do conselho da Condé Nast, assumirá como presidente-executivo interino. Newhouse não quis dizer se a Condé Nast buscará outro executivo com experiência em tecnologia, como Lynch, ou alguém vindo do setor editorial. Ele afirmou que a "realização mais importante" de Lynch foi liderar a empresa "com integridade e apoiar nosso jornalismo e nossos editores". "Embora isso possa soar como um clichê, se você olhar para as empresas de mídia, é uma qualidade realmente, realmente importante", acrescentou. Questionado sobre por que sua família deseja continuar sendo dona da Condé Nast, Newhouse disse que se trata de "uma empresa bem-sucedida", com "grandes marcas que são insubstituíveis". Ele afirmou que se trata "é claro" principalmente de um investimento empresarial. Mas, questionado sobre por que a família, portanto, nunca venderia a empresa, Newhouse se recusou a explicar. "Você pode responder a essa pergunta sozinho", disse. "Eu não vou responder."
Fam�lia bilion�ria descarta venda da Cond� Nast ap�s sa�da de CEO
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