FAB altera rotas de circula��o de helic�pteros no Rio ap�s acidentes com mortes

FAB altera rotas de circula��o de helic�pteros no Rio ap�s acidentes com mortes

O Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) da FAB (Força Aérea Brasileira) determinou mudança em rotas de circulação de helicópteros no Rio de Janeiro. A cidade teve desde janeiro três acidentes com esse tipo de aeronave, com 13 mortos. A partir de novembro valerá alteração de três REHs (Rotas Especiais de Helicópteros) que estão mapeadas na cidade. Elas funcionam como avenidas aéreas que delimitam a circulação das aeronaves. O Decea cancelou a REH Boavista e a REH Cristo. A primeira circula sobre o Alto da Boa Vista, bairro de densa vegetação de mata atlântica entre as zonas norte, sul e sudoeste da cidade. Ali fica a Vista Chinesa, onde no dia 8 de agosto um helicóptero que fazia voos turísticos caiu com uma família colombiana. Três membros da família, além do piloto, morreram na queda. Já a REH Cristo foi cancelada até a posição Caiçara, na altura da lagoa Rodrigo de Freitas. Esta rota passa sobre os bairros do Jardim Botânico, Humaitá e Lagoa, na zoa sul. O voo no entorno do Cristo Redentor é um dos destinos mais procurados por turistas. A terceira mudança determinada pela Força Aérea é o afastamento da REH Praia, uma rota que contorna a faixa litorânea desde as praias da Barra da Tijuca, zona sudoeste, até o Leme, na zona sul. A rota ficará mais distante do continente e terá as medidas laterais alargadas. Em nota o Decea justificou as alterações afirmando ter "compromisso com a segurança e a fluidez da navegação aérea". As REHs da zona sul são usualmente utilizadas por empresas que fazem voos turísticos. Outras REHs, como as que circulam no centro da cidade e na zona norte, são usadas por voos comerciais. Em agosto a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) suspendeu quatro empresas que faziam serviço de voos panorâmicos na cidade. As suspensões ocorreram após fiscalização identificar indícios de irreguladades em dados de tempo de voo, o que influencia na periodicidade da manutenção do helicóptero. O acidente de agosto com a família colombiana foi o terceiro envolvendo queda de helicópteros na capital fluminense em 2026. Em junho, a colisão de dois helicópteros levou à morte de seis pessoas na Barra da Tijuca. Entre as vítimas estavam o cantor americano Oliver Tree, em turnê internacional, artistas e influenciadores estrangeiros, além de dois pilotos experientes. As aeronaves faziam o serviço de transporte de passageiros para outras cidades do estado. Em janeiro, um helicóptero caiu em Guaratiba, zona oeste, e deixou três pessoas mortas, incluindo o piloto. O voo era de instrução (atividade de treinamento acompanhada). O Rio de Janeiro concentrou 64% dos acidentes e incidentes envolvendo helicópteros no Brasil em 2025 e 2026, segundo dados do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). O número não engloba apenas voos panorâmicos. No recorte entre janeiro de 2025 e junho de 2026, das 317 ocorrências registradas no país, 204 aconteceram no estado, sendo 62 delas este ano. A operação petrolífera na costa do Rio e a demanda de turismo impulsionam o tráfego aéreo por helicópteros no estado. Foram 81 mil movimentações em 11 aeródromos entre janeiro e maio deste ano.

Original Source

Read the full article at Www1 →

KhanList aggregates and links to publicly available news content. We do not host full articles from third-party sources. Always verify important information with original sources.