Em SP, d�vidas se concentram na corrida ao Senado

Em SP, d�vidas se concentram na corrida ao Senado

A disputa para o cargo de governador de São Paulo está à beira de ser decidida no primeiro turno, a julgar pela mais recente pesquisa Datafolha. Uma segunda rodada, que permitiria mais debate e informação ao eleitor, parece menos provável. Em contraste, a eleição para o Senado se afigura de todo incerta, mas pode-se dizer que o desempenho das candidatas do governo federal é mais animador do que o de Fernando Haddad (PT). Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), do campo governista, mas não do partido de Haddad e Luiz Inácio Lula da Silva, têm chances de eleição. Em situação de empate, na prática, disputam as duas cadeiras com Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), associados à situação paulista e à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) conta com boa avaliação. Para 47% do eleitorado, seu governo é ótimo ou bom, enquanto para 21% é ruim ou péssimo. Seus números melhoraram depois do início da campanha eleitoral. É aprovado por 62% dos entrevistados e desaprovado por 32%; é rejeitado por apenas 29% dos eleitores. Haddad, por sua vez, tem rejeição de 45%, próxima da maioria. No primeiro turno, Tarcísio vence por 50% a 33% do total de votos. Nos válidos, são 56% a 37%. A situação parece ainda mais difícil quando se considera a quantidade de votos que poderia receber de eleitores migrantes. Além de Tarcísio e de Haddad, os demais candidatos somam não mais do que 8% do total de votos; os indecisos são apenas 3%. Enfim, em caso de improvável segundo turno, Tarcísio venceria com 55% dos votos totais, ante 38% de Haddad. O ex-prefeito de São Paulo até se mostra competitivo na região metropolitana, onde marca 40% e se aproxima dos 43% do governador. No interior, entretanto, Tarcísio, mesmo ainda um novato na política estadual, bate o petista por 57% a 27%. Ex-ministro da Fazenda e um dos principais assessores do presidente da República, Haddad não tem bom desempenho mesmo no eleitorado mais típico do lulismo. Perde para Tarcísio por 45% a 35% entre aqueles com renda igual ou menor do que dois salários mínimos, por exemplo. Já as candidatas do governismo ao Senado, Marina Silva e Simone Tebet, têm desempenho semelhante nas diversas faixas de renda, votação que, de resto, não discrepa daquela dos demais candidatos na ponta, Derrite e Prado. Especula-se qual será a atitude de Tarcísio em caso de vitória no primeiro turno. Seu nome foi preterido por Jair Bolsonaro (PL) para a disputa presidencial. Até aqui, não se sabe se, por estar ocupado pelas obrigações de governo e candidatura, o governador não parece ter se envolvido de modo entusiasmado na campanha de Flávio. Uma vitória precoce poderia engajar Tarcísio na campanha da direita, ou assim esperam os líderes políticos do bolsonarismo. editoriais@grupofolha.com.br

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