O reajuste de 15% no Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 17 dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais tem a aprovação de 64% dos eleitores, enquanto 31% se dizem contra. Outros 3% afirmam ser indiferentes e 2% não opinaram, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). Entre os que recebem o Bolsa Família, a parcela favorável ao reajuste é mais alta, 83%, ante 58% entre os que não recebem. Entre os eleitores declarados do presidente Lula, 89% se posicionam a favor do reajuste e 9% contra. No eleitorado do senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário do petista na disputa, a aprovação é de 40%, enquanto 54% se declaram contra a alteração do valor. O recorte por faixa de renda indica que, nas famílias que recebem até dois salários mínimos, 73% apoiam o aumento. Na parcela com renda superior a cinco salários mínimos, a taxa de aprovação cai para 55%. A pesquisa Datafolha foi realizada presencialmente com 2.506 eleitores em 152 municípios de todo o país. A margem de erro máxima para o total da amostra nacional é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. O levantamento, realizado de terça (29) até esta quinta, está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-08039/2026. Lula anunciou em 17 de setembro que o valor mínimo mensal do Bolsa Família passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. Críticos e adversários políticos enfatizam o caráter eleitoral da medida, destacando que os novos valores passarão a ser pagos no dia 19 de outubro, a menos de uma semana da votação do segundo turno. Há paralelos com a ampliação do Auxílio Brasil promovida pelo governo Jair Bolsonaro (PL) às vésperas da eleição de 2022, iniciativa que, na época, foi criticada pelo PT pela motivação eleitoral. O impacto da medida é estimado em um aumento de gastos de R$ 5,8 bilhões neste ano e em R$ 22,7 bilhões anuais a partir de 2027. O índice de 15,04% equivale exatamente à inflação acumulada pelo INPC entre março de 2023 (data da reformulação do programa) e agosto de 2026.
Datafolha: 64% aprovam e 31% s�o contra reajuste no Bolsa Fam�lia anunciado por Lula antes da elei��o
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