Caronas para eleitores se multiplicam ap�s falhas no transporte no 2� turno

Caronas para eleitores se multiplicam ap�s falhas no transporte no 2� turno

Na tarde deste domingo (25), passaram a circular nas redes sociais grupos de carona solidária sendo organizados para ajudar a transportar eleitores para locais de votação. A iniciativa começou após relatos de falhas no transporte público em diversas cidades do Brasil. A organização Casa Marighella, que montou uma plataforma de caronas voltada a idosos e pessoas com mobilidade reduzida para a votação, viu o número de cadastrados explodir no fim da tarde. Às 17h25, havia 8.215 motoristas oferecendo transporte em 820 cidades. O Ministério da Justiça identificou falhas na oferta de transporte para os eleitores em sete estados. São eles: Bahia, São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas e Rio de Janeiro. Em Salvador, a Justiça eleitoral determinou a prisão do secretário de Mobilidade, Pablo Souza. Acompanhe na Folha em tempo real a apuração do 2º turno De acordo com a legislação eleitoral, é proibido transportar eleitores para votação. O objetivo é impedir que haja coação do voto. Em seu site, a Casa Marighella afirma que, para não ferir a lei, a plataforma orienta que "ninguém pede voto, pergunta em quem a pessoa vai votar ou fala de candidato" e que os motoristas não estejam com "adesivo, bandeira, camiseta, santinho ou som de campanha no veículo". A mesma orientação vem circulando em grupos, embora a Folha tenha recebido mensagens encaminhadas orientando a "ver se algum vermelho" precisa de ajuda. Também circulam mensagens com pontos de maior fluxo, onde haveria eleitores precisando de carona. Em São Paulo, por exemplo, circulam pedidos para Pirituba, Vila Matilde, Terminal Lapa e Barra Funda. Uma lista de números de telefone de motoristas dispostos a dar caronas em diversas cidades também circula nos grupos. Alguns motoristas decidiram sair de carro procurando eleitores. "Estava faltando pouco tempo para fecharem as urnas, então a gente foi muito, muito rápido, se organizou em três carros e veio pra região da Zona Oeste", afirma o designer João Pedro Nogueira, 31, morador de São Paulo. "Nós conseguimos dar carona para duas irmãs saindo do metrô Butantã e uma outra amiga deu para mais três pessoas", diz. Com a notícia da prorrogação do horário de votação para as 19h, por determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin, o grupo pretendia continuar buscando eleitores nas ruas. A educadora somática Marianna Muradas, 38, também percorreu a região. Ela afirmou ter conseguido dar carona a pelo menos dois eleitores, indo até a região da rodovia Raposo Tavares. "E teve também um senhor que já tinha votado, mas eu levei ele porque já ia para o mesmo lado", conta. Painel Receba no seu email uma newsletter exclusiva da coluna Eleitores também apontaram problemas para entrar em grupos de carona no WhatsApp, em meio aos problemas no transporte coletivo. O aplicativo exibia a mensagem: "Você atingiu o limite de grupos dos quais pode participar neste momento. Tente novamente mais tarde." "Eu tentei entrar várias vezes perto das 15h30 e sempre acabei bloqueada", conta Julia Lima, 39, professora de história da arte. "Depois das 17h passou a funcionar." Procurada pela reportagem por e-mail e WhatsApp às 16h, a Meta não respondeu. As normas da comunidade do WhatsApp não especificam um limite de grupos. Este teto tampouco consta das diretrizes eleitorais apresentadas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

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