Brasileira Eneva entra no setor petrol�fero da Venezuela, em meio a reabertura p�s-Maduro

Brasileira Eneva entra no setor petrol�fero da Venezuela, em meio a reabertura p�s-Maduro

Nova York A Eneva, maior operadora privada de gás natural do Brasil, entrou no setor petrolífero da Venezuela, que segue em expansão desde o início da tutela dos Estados Unidos sobre o governo chavista, iniciada em janeiro com a captura de Nicolás Maduro. A formalização das conversas que já duravam meses foi feita nesta semana e anunciada por Caracas. A empresa brasileira, que tem o BTG Pactual como acionista individual majoritário, assinou um memorando de entendimento com a americana Halliburton para identificar as áreas de desenvolvimento de projetos no setor. Os detalhes não foram divulgados, mas pessoas familiarizadas com a negociação explicam que a Eneva começa oficialmente a prospectar oportunidades no país. Executivos da empresa têm viajado com frequência a Caracas, segundo diplomatas com conhecimento no tema disseram à reportagem. Setor de óleo e gás da Venezuela tem sido flexibilizado no governo interino de Delcy Rodríguez, com abertura para empresas estrangeiras - Gaby Oraa - 13.jan.26/Reuters Com patrocínio dos EUA, o setor petroleiro do país com as maiores reservas do mundo tem vivido um novo momento. A convite do governo Trump, por exemplo, executivos da estatal PDVSA participaram neste mês da reunião de energia do G20 no Texas, algo inimaginável até pouco tempo atrás. Talvez o principal capítulo da história até aqui tenha sido o acordo firmado entre Caracas e Washington no final de agosto. Por meio dele, os EUA adquiriram o controle majoritário de mais de 21% das reservas venezuelanas. Ao anunciar o acordo, Trump alegou que ele traria investimentos de mais de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 500 bilhões) para o país, com reflexo na qualidade de vida da população. Mas a pouca ou nula transparência sobre o afluxo de dinheiro no setor petroleiro desde janeiro levantou desconfiança. Até aqui um dos únicos dados públicos diz respeito à produção de petróleo da Venezuela. As informações da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) revelam um crescimento ligeiro: em agosto passado, foram 1,2 bilhão de barris produzidos por dia. Para efeitos de comparação, a média do ano passado foi de 1,08 bilhão de barris por dia. REABERTURA ATRAI CAPITAL BRASILEIRO A Eneva se torna a segunda grande empresa brasileira a aproveitar a reabertura da economia venezuelana, após a JBS. A empresa dos irmãos Batista comprou uma fatia de quase 50% da Petrororaima, que explora na região do Orinoco. Nesse sentido, também a Alvorada Heavy Industries Ltda, apoiada pela Galapagos Capital, uma empresa de investimentos fundada por um ex-sócio do BTG, ampliou sua produção em três blocos situados no Orinoco e tem negociado a aquisição de áreas adicionais. C-Level Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisõesO interesse no setor tem naturalmente crescido. Com apoio de empresas como a própria Eneva, a Venezuela organiza a sua chamada "Semana da Energia", em fevereiro do ano que vem. O evento quer reunir governos, executivos de petroleiras nacionais e internacionais e especialistas técnicos para mostrar o país como "um parceiro energético global aberto". Mesmo entre alguns investidores, há ceticismo. Para uma ala de empresários e de consultores de risco, há dúvidas sobre a segurança jurídica desses acordos que, no mais, serão conduzidos pela mesma estrutura de governo da época de Nicolás Maduro, ainda que agora com nova roupagem, na figura de Delcy Rodríguez. A presença da tutela americana, dado que os EUA praticamente coordenam as decisões que são tomadas por Caracas, ameniza os temores, mas não os dissolve por completo, segundo fontes do setor. Delcy Rodríguez está nesta semana em Nova York, onde participou da Assembleia-Geral da ONU e de vários encontros bilaterais às margens do evento. Esteve, em sua agenda mais notória, com o presidente Donald Trump, e disse que falaram com prioridade sobre cooperação em áreas como energia e mineração. A última vez em que um líder venezuelano havia participado da Assembleia-Geral da ONU foi em 2018, quando Maduro decidiu viajar a Nova York. Era o ápice da crise econômica no país, com níveis altos de emigração e pobreza. Ainda que a Venezuela viva uma abertura econômica acelerada, há críticas em relação à lentidão do distencionamento político. Uma missão recente missão de observadores independentes da ONU relatou que, a despeito das mudanças políticas, o aparato repressivo venezuelano segue intacto. A líder opositora María Corina Machado, no exterior, tem sido impedida de retornar ao país.

Original Source

Read the full article at C-level →

KhanList aggregates and links to publicly available news content. We do not host full articles from third-party sources. Always verify important information with original sources.