Boicote a restaurantes � choro de mau perdedor

Boicote a restaurantes � choro de mau perdedor

Enquanto o Brasil acompanhava as peripécias do candidato fujão, na panelinha da gastronomia só se falava de outra coisa: o pretenso boicote dos bolsonaristas a restaurantes cujos proprietários declararam voto em Lula. O movimento, articulado nas redes sociais, mira toda sorte de comércio e serviço, da tia que vende salgados aos maiores bancos do país. Mais grave, prega a demissão de funcionários que não se alinham ao pensamento do patrão — evidente assédio eleitoral. No que diz respeito aos restaurantes, circulam listas de estabelecimentos que devem ser boicotados para asfixiar financeiramente empresários e chefs acusados de esquerdopatia. Uma destas listas relaciona vários dos melhores restaurantes de São Paulo. Está lá o Tuju, do chef Ivan Ralston, que conquistou inéditas três estrelas do guia Michelin para o Brasil. Também indexados estão nomes célebres da gastronomia, como Alex Atala, Helena Rizzo, Janaína Torres, Paola Carosella, Rodrigo Oliveira e Bel Coelho. Trata-se somente de choradeira de mau perdedor. O efeito prático desse tipo de boicote é desprezível: a história recente nos farta de exemplos que não deram em coisíssima alguma. Tais listas pregam para convertidos e sua divulgação faz publicidade involuntária dos alvos que intenta eliminar. E o boicote ideológico a granel é, acima de tudo, inexequível no longo prazo. Qualquer um consegue evitar uma marca de iogurte porque o CEO da dita cuja apoia a corrente política X ou Y. Bloquear todos os produtos e serviços do campo adversário para sempre é outra história. Imagine ter de investigar posicionamento ideológico cada vez que for comprar arroz ou pedir uma pizza por aplicativo. É cansativo demais. Por falar em coisas do além-túmulo, vale lembrar que sábado (31) é Halloween. Por isso, a receita é um risoto de abóbora com caveiras de cogumelo. RISOTO DE ABÓBORA COM CAVEIRAS Rendimento: 2 porções Tempo de preparo: 30 a 40 minutos Ingredientes 350 g de abóbora japonesa sem casca nem sementes 3 a 5 cogumelos paris ou portobello 3 colheres (sopa) de manteiga Sálvia a gosto ½ cebola picada 100 g de arroz arbóreo ½ taça de vinho branco seco 500 ml de caldo de carne, frango ou legumes 1 colher (sopa) de parmesão ralado Sal e pimenta-do-reino a gosto Modo de fazer Coloque a abóbora num saco de pão e cozinhe por 5 minutos no micro-ondas. Transfira para uma tigela e amasse com um garfo. Reserve Corte os cogumelos ao meio. Com um canudinho e uma faquinha pontuda, esculpa as caveiras. Refogue rapidamente em 1/3 da manteiga e reserve Numa panela larga, derreta mais 1/3 da manteiga e frite a sálvia. Junte a cebola e refogue até murchar. Junte o arroz e refogue por 2 minutos Acrescente o vinho e cozinhe até evaporar. Vá juntando o caldo e, mexendo com frequência, cozinhe por cerca de 20 minutos, até obter um risoto cremoso. No meio do processo, acrescente o purê de abóbora Junte a manteiga restante e o parmesão. Mexa bem e desligue o fogo. Acerte o tempero e sirva com as caveiras de cogumelo LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

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